terça-feira, 8 de novembro de 2016

#133: Senhorita Aurora (Babi A. Sette)

Postado por Luciana Mara às 14:10:00 0 comentários Links para esta postagem
Quer me fisgar com um livro/filme/série? 
Coloca música e dança no meio*!
E quando a história tem os dois? #olhosbrilhando
É um prato perfeito, para a leitora exigente que eu sou! Eu sou muita chata para julgar. Já morro de medo da hora em que eu for julgada. HAHA


Nicole é uma adolescente que só deseja uma coisa da vida: dançar. E quando se vê na oportunidade de concorrer a uma bolsa de estudos em uma das melhores escolas de dança de Londres, ela resolve arriscar. E não é que dá certo? 

Alguns anos depois, já formada, a jovem bailarina consegue o papel principal de uma peça da Companhia de Ballet de Londres. Seus sonhos estavam se realizando! E sua trajetória seria perfeita se não fosse um dos diretores do espetáculo: Daniel Hunt, um maestro inglês excepcional que insiste em ser intransigente o tempo inteiro. Dono de uma personalidade peculiar leia-se perfeccionista/exigente/ arrogante, Nicole não entende como pode ao mesmo tempo odiar e se sentir atraída por esse ogro! 

E como sua profissão e relacionamento se desdobram, saiba lendo Senhorita Aurora.
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Aí você pensa: que resenha é essa que você não escreveu nada? 
E eu te digo: vai na fé e leia o livro! Porque as melhores coisas da história devem ser descobertas em sua leitura. A melhor saída neste caso é fazer uma leitura "cega", se é que você me entende, rs

Há algum tempo, depois que postei a resenha da série droga After, fui retribuir ao comentário da Rafa e caí na sua resenha de Senhorita Aurora. Li o texto e fiquei louca para conhecer a história, aí veio a primeira surpresa: o livro só existe em e-book. 

Mas isso não me impediu de ler, porque agora sou a rainha humilde do Kindle! Já li 13 livros lá e agora o céu é o limite. Então, assim que tive o e-book em mãos, devorei. Li o livro inteiro em menos de 24 horas. E depois da leitura, fiz campanha com as amigas, fiz propaganda, fiz panelaço na janela da varanda, manifestação fechando a avenida... Porque o livro é maravilhoso e MERECE ser lançado em sua versão impressa. Senhorita Aurora merece um lugar na minha estante com os meus New Adults preferidos.

Mesmo amando histórias com música e dança, comecei a leitura com pé atras, porque o Daniel era muito mala. Achei que estava participando de um concurso de leitura de protagonistas babacas e não estava sabendo. 

Daí eu li mais. E li e li...
... e me apaixonei. 

Senhorita Aurora parece ser uma história comum, mas de comum não tem nada! É uma surpresa atrás da outra. Você ri, chora, se choca, seu coração se parte em mil pedaços, fica sem esperança, ama, odeia! É um misto de sentimentos sem fim. Senti tudo que um grande romance pode proporcionar.

Nicole é uma personagem forte. Não é qualquer um que consegue ter as mesmas atitudes que ela. Eu não teria! E já conversei com várias amigas e elas estariam no meu time. Não sei se a Nicole que é muito corajosa ou nós que somos muito conservadoras/cagonas.

Quero muito reler para marcar as minhas partes preferidas (que será quase o livro inteiro, rs) e já arrastei algumas amigas para o fã clube mental da história! Quero ler mais livros dessa Babi! #entendedoresentenderão #vouqueimarnomármore literáriodoinferno

Leia! Leia sim!
Senhorita Aurora uma grande lição de superação e de amor! Um tapa na cara da sociedade!
Depois venha aqui me contar o que achou (spoilers livres nos comentários, então cuidado!). 
Quando chegar no 66% da leitura, venha aqui surtar! rs 

Compre aqui!

Nota: 4,5 (no total de 5 estrelas) 

*: mas nem sempre ter um destes dois elementos garante sucesso comigo. Vide aqui.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

#132: After (Anna Todd)

Postado por Luciana Mara às 23:00:00 0 comentários Links para esta postagem
Vamos começar este texto pelo assunto mais importante: comprei um Kindle. #Tôapaixonada

Apesar da resistência inicial que tinha com os e-readers, porque sempre fui daquele grupo de pessoas que ama cheiro de livro novo e precisa pegá-los nas mãos, os lançamentos do Brasil e a curiosidade por histórias que poderiam não ser boas a ponto de eu querer tê-las na estante, foi mais forte.

E desde que realizei a compra, sabia que a primeira leitura seria After. 


Você me acompanha no Skoob? Se sim, já sabe o quanto enlouqueci lendo estes cinco livros em uma semana.

Aí você me pergunta: PQP! Então a história é muito boa? Você me recomenda?
Aí eu te respondo: Não. Não recomendo nem para o meu pior inimigo, porque a série é uma droga, no sentido tóxico mesmo da palavra, definitivamente é uma droga reencarnada em formato de livro. Você sabe que é uma coisa ruim, que vai te fazer mal, mas por algum mistério do universo, não consegue largar.
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After conta a história de Tessa Young, uma garota de 18 anos que está começando o curso de Letras na faculdade. Ela veste roupas conservadoras, é dedicada aos estudos e namora seu melhor amigo de infância há dois anos. E tudo seria perfeito se ela não dividisse o quarto no alojamento da faculdade com Steph, uma garota cheia de tatuagens e cabelo de fogo, que só gosta de festas e tem um amigo mais doido que o outro.

E entre estes amigos está Hardin. Despenteado, maluco, tatuado e desbocado. Ele é o tipo de pessoa que a mãe da garota abominava, e consequentemente, ela aprendeu a abominar também.

Tudo que Tessa não precisava era complicar sua vida se envolvendo com ele. Mas como resistir, se Hardin não dá folga?
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E aí, vamos para a avaliação dos itens quase obrigatórios de todo New Adult (NA):

  • Mocinha inocente, que quer aproveitar as novidades da vida? Ok!
  • Bad boy da pior espécie? Ok!
  • Cenas proibidas para menores? Ok!

Tudo estava ok, dentro do esperado do gênero, até que conheci melhor o mocinho. Sabe um dos personagens do último livro que resenhei e que não vou citar mais pra não botar mais lenha na fogueira HAHA? Então, o Hardin é pior. Pior à 1094057870315 potência.

Ele é um ogro, arrogante, desrespeitoso e idiota. Sério, do fundo do coração: gostaria de saber o que as garotas pensam ao suspirarem por histórias assim! Histórias com ciúmes excessivo, porrada aos quatro ventos por nada e um cara que engana a mocinha todo capítulo! Um cara que faz a mocinha de trouxa durante QUATRO LIVROS INTEIROS!!!

Recebi congratulações dos meus companheiros de Skoob quando finalizei a série porque eles acompanharam meu sofrimento. Minha raiva do Hardin chegou até Netuno!

Nenhum trauma do passado justifica os atos dele. Sério, se eu fosse a Tessa, esse cara já tava capado e morto, mas antes claro, ralaria sua cara num muro de chapisco! Nada me faz aceitar o tipo de relacionamento deles. Toda vez que uma briga acontecia, só lembrava da música Treat You Better (Shawn Mendes). Como alguém consegue viver num relacionamento abusivo? E o pior: como as pessoas conseguem ler e invejar histórias assim?

Eu AMO NA e em momento algum suspirei pelo mocinho. Ficava doida é para a Tessa beijar o Landon, o melhor amigo dela.

Ilusão nenhuma de amor me permite aceitar viver a vida assim, viver com medo de:

  1. Você perder a pessoa por motivo idiota;
  2. Você fazer/dizer/pensar alguma coisa que machuque a outra pessoa. Pisar em ovos o tempo inteiro deve ser aterrorizante.

São quatro livros de brigas, sexo, desentendimentos, idas e voltas chatas. Foram quatro livros que fiquei com vontade de jogar na parede, mas não joguei por motivos óbvios (era Kindle, não livro físico).

Talvez, se a história fosse contada em 3 livros e não em 5, a história poderia ganhar mais uma estrela do que as 3 que dei no geral, porque surpreendentemente Braseel, o último livro foi muito bom. Muito mesmo. Fiquei pensando como a autora conseguiria sair da bola de neve que ela se meteu no livro final e fui positivamente surpreendida porque ela fez o que eu esperava desde o início: que a Tessa criasse juízo e pensasse em si mesma. E outro fator importante: tempo. Se o tempo não resolve as coisas, pelo menos permite que você as avalie corretamente.

A história só melhorou quando Tessa decidiu dar um basta. E esse basta foi a solução para todos os problemas. Mas a história cansou. Cansou, até que melhorou. E quando melhorou, acabou.

Todo livro acaba num meio de uma cena chocante (e algumas vezes bem previsível. A Anna precisa aprender a criar situações que surpreendam o leitor) e por isso, li tudo em sequência e também porque minha memória é horrível e se eu não ler séries em sequência, corro o risco de esquecer a história.

Os livros foram escritos inicialmente como um fanfic no Wattpad com os personagens do One Direction e vou confessar uma coisa: se eu fosse o Harry Styles (cantor que a Anna Todd se inspirou para fazer o Hardin), eu processava essa mulher!

A série inicial é composta por 5 livros. Há um ainda (Before) que conta a história pelo ponto de vista do mocinho que de mocinho não tem nada. Estão sendo lançados lá fora outros dois livros contando a história do Landon, o que acho bem apropriado porque a autora deixou um grande mistério no último livro e ele é um fofo

Ahhh... e a história vai virar filme
Ainda estou tentando entender o que eu acho dessa notícia. 

Espero me desintoxicar dessa droga em breve. 
E crianças, fiquem longe disso, ou vocês só conseguirão ficar livres depois de muitos entorpecentes. 

sábado, 1 de outubro de 2016

Trecho de "Tudo o que poderia ter sido"

Postado por Luciana Mara às 12:00:00 0 comentários Links para esta postagem

Aos seis anos, assim que Luísa aprendeu a escrever, fez uma lista no diário que acabara de ganhar de presente de natal da avó.
Ela fez a lista dos seus cinco maiores medos.

            1- Perder seus pais
            2- Aparecer de pijama na escola
            3- Ficar sozinha
            4- Brigar com o Augusto
            5- Barulho do vento

Aos dez, enquanto pensa na lista que ano após ano repete na primeira página da sua nova agenda e escuta o uivo do vento, a garota ouve batidas na janela do seu quarto.
O medo de número cinco tenta persuadi-la de se levantar e atender ao chamado.
O medo de número quatro a faz jogar o lençol no chão imediatamente e caminhar até a janela.
Seus pais saíram para comemorar o aniversário de casamento e Luísa ficou sozinha em casa. Ao mesmo tempo que ela queria dar um pouco de privacidade aos dois, a garota queria terminar de assistir o final do seu filme preferido.
O que ela não esperava é que o medo número três junto do medo de número cinco a fizesse se arrepender daquela decisão.
– Poxa, Lu! Achei que você fosse me fazer congelar aqui fora. – Augusto diz assim que a janela do quarto é aberta.
Augusto, ou Guto, como prefere ser chamado, é seu vizinho desde que os dois eram bebês. Luísa é um ano mais velha que ele, mas quando os dois estão juntos, não se percebe essa diferença.
Guto é o seu melhor amigo. Os dois estudam na mesma escola e por isso, é Guto quem garante a ela todas as manhãs que o medo de número dois não irá ocorrer.
O garoto passa uma perna e depois a outra na janela do seu quarto, batendo o queixo de frio, pela temperatura lá fora. A janela é fechada e ele esfrega as mãos nos braços com todos os pelos arrepiados, na intenção de aquecê-los.
– Você está sozinha, né?! – Augusto pergunta assim que para de bufar.
– Estou, como você sabe?
– Passei na garagem antes de bater na janela e o carro dos seus pais não está lá. Contornei a casa e só a janela do seu quarto está com a luz acesa. – Ele coça a cabeça enquanto pergunta. – Está com medo? Quer que fique aqui com você?
Augusto sabe de todos os seus medos. Não existem segredos entre eles. O garoto fez sua própria lista uma vez e o único item em comum era "Medo de brigar com a Luísa".
Ninguém entendia porque os dois eram tão grudados. Talvez fosse a obsessão da garota por jogos de tabuleiros e não por bonecas, assim como a obsessão do garoto por jogos de tabuleiros e não por carrinhos.
Luísa tem uma irmã mais nova que está dormindo na casa de uma amiga de escola e Augusto tem três irmãos mais velhos. Ela o inveja por isso todos os dias. A garota não se dá muito bem com sua irmã. Júlia é uma pirralha de sete anos que só sabe pegar no seu pé, garante Luísa a todos. 
Apesar do que Luísa acha, os irmãos de Guto não 100% maravilhas com ele. O garoto cansou de ser enxotado pelos irmãos e resolveu se refugiar com a vizinha, sua melhor decisão. A partir de então, os dois se tornaram inseparáveis, tipo Batman e Robin.  E, nessa questão, o medo número quatro acaba ocorrendo frequentemente, porque eles não conseguem decidir quem é o chefe e quem é seu fiel ajudante.
Os pais de ambos avisaram que a porta da frente estava sempre aberta para receber o outro, que não precisava nem bater, bastava entrar. As casas dos dois ficam lado a lado, em um condomínio fechado que permite que não seja necessário passar a chave na tranca da porta 24 horas por dia.
Apesar da permissão de entrada sem limites, os dois gostam mesmo é de pular a janela e fazem isso o tempo inteiro.
Então, quanto Guto ouviu o barulho do vento, saiu de pijamas do seu quarto pela janela, atravessou o quintal que divide as duas casas e bateu na janela do quarto da vizinha.
– Você quer jogar alguma coisa para esperar o tempo passar?
– Ai Guto, não quero não. Qualquer jogo que jogarmos você vai ganhar, porque não consigo me concentrar. Você sabe como eu sou competitiva.
E o garoto sabia mesmo. Tanto que algumas vezes deixa Luísa vencer para não evocar o medo número quatro.
– Tenho uma ideia. Vamos ouvir música? – O garoto pergunta assim que vê os fones de ouvido de Luísa em cima do seu criado mudo.
Recentemente, Augusto descobriu uma nova paixão: rock pesado. Até pediu aos pais de presente de natal uma guitarra. Ele garantiu que aprenderia a tocar sozinho, auxiliado por vídeos na internet e de revistas de banca.
Seus pais cederam ao desejo do filho, apesar do desespero dos três irmãos mais velhos que diziam que como músico, Guto era um ótimo escritor.
A obsessão era tanta que em toda oportunidade, Guto fazia Luísa ouvir a sua playlist do momento. Sua intenção era fazer com que a garota se apaixonasse por música e o acompanhasse aos festivais que ocorrem na cidade, assim que eles tiverem idade suficiente para frequentá-los.
Luísa aceita a proposta.
Não porque estivesse querendo ouvir músicas.
Não porque não quisesse brigar com Augusto.
A garota aceita a proposta porque não quer ouvir o barulho do vento.  
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Brincando com intertextualidade, rs. 
Este é um trecho do livro citado em Tudo o que poderia ter sido.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

#131: Sonata em Punk Rock (Babi Dewet)

Postado por Luciana Mara às 11:30:00 0 comentários Links para esta postagem

Valentina Gontcharov, ou Tim, como prefere ser chamada, tem ouvido absoluto, isto é, consegue identificar facilmente as notas musicais.

Seu dom foi herdado do pai, um exímio violinista, mas um péssimo progenitor. Ele abandonou a mãe e Tim há 10 anos, constituiu outra família e deixou que as duas se virassem, com muitas dificuldades financeiras.

Mas Tim queria ser a dama do punk rock, uma estrela da música e quando surgiu a oportunidade de um teste na Academia Margareth Vilela, o maior conservatório de música do país, ela o agarrou. O problema era que a mensalidade da escola custava uma fortuna, então, entra seu pai, que quer custear os estudos. Relutante, Tim aceita, mas com a promessa de devolver cada centavo ao pai idiota. 

Tim tem 18 anos e se veste com a primeira roupa que vê na frente, fugindo do esteriótipo dos demais estudantes da Academia. Muitos a tratam como "A Esquisita", principalmente Kim, um rapaz de 20 anos, filho da dona do conservatório e um maravilhoso pianista.

Tudo estaria certo, se Tim não precisasse socorre-lo depois de um incidente e os dois ficassem naquele clima de tensão o tempo inteiro, durante as aulas ou pelos corredores do conservatório. Apesar de ser O Popular, Kim é um esquisitão. Não fala com ninguém e tão pouco tem amigos de verdade.

A garota espera transformar a escola, introduzir o punk rock no ambiente clássico, mas mal sabia o que está prestes a aprender.
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Assim que vi o livro da Babi Dewet, me apaixonei pela capa e coloquei imediatamente na lista de desejados. Conheci a autora em Sábado à Noite (SAN), ainda em sua sua versão independente. Minha curiosidade era saber se os problemas que vi em SAN tinham sido solucionados. 

Quem me acompanha no históricos do skoob, onde posto em tempo real cada sensação que tenho ao ler determinado trecho, já sabe que esperava mais deste livro. 

A autora conseguiu criar um ambiente sensacional! Até eu, se soubesse tocar alguma coisa que não caixinha de fósforo e tivesse grana para mensalidade, gostaria de estudar na Academia. É nítido que a Babi pesquisou bastante sobre música, sobre aulas de música e detalhes de instrumentos que nenhum leigo saberia (a propósito, não sei se ela toca alguma coisa e já está familiarizada com o assunto).

Mas faltou história. Faltou um tchan, um ápice, alguma coisa surpreendente. Faltou me deixar ansiosa por algo, me deixar na expectativa por alguma revelação. Um erro, assim como no livro anterior, é ficar esfregando um segredo/uma história o tempo inteiro na cara do leitor. Eu não quero saber de tudo, gosto de ser surpreendida. Gosto de pensar: PUTA QUE PARIU QUE CENA FODA!

Ao contrário de SAN, que peca pelo excesso de diálogos, Sonata em Punk Rock peca pela falta deles. São parágrafos descrevendo as sensações dos personagens, ao invés deles nos contarem a história, deles conversarem entre si.  

Mas pra mim, o pior, foi o Kim. Todo mundo sabe que sou a louca do New Adult e quando vi que os personagens tinham a idade em que este gênero se enquadrada, me animei em dobro. Mal sabia que eram personagens com 18, 19, 20 anos que agiam como adolescentes de 14, 15 anos. É uma animosidade exagerada e inexistente na faculdade. Os personagens mesmo dizem que algumas vezes eles parecem estar mesmo no colégio e eu discordo. Não são algumas vezes, são TODAS.

Kim é um garoto mimado e ignorante e que, mesmo ao fim da história, não me conquistou. Ele despertou em mim instintos assassinos há muito tempo adormecido. 

As expressões "punk rock" e "rock'n'roll" também são citadas em demasia. Chegou um momento em que quase joguei o livro na parede de raiva. Também achei desnecessário e mal resolvido o mistério da colega de quarto e achei mais desnecessário ainda o surgimento de uma vilã que não botou medo em ninguém, fora o "segredo" do Kim que ficou bem vago. 

Agora vamos as partes boas. O livro é lindo, com claves separando alguns parágrafos e sem erros de digitação/português. Há também alguns trechos de músicas, o que para quem gosta, sempre é divertido. Vi também muitas citações de séries de TV e de livros famosas e eu particularmente adoro quando isso acontece. Gostei dos amigos da Tim. Eles são divertidos.

O livro é o primeiro de uma trilogia, mas cada volume é independente.

Eu sei que é muito difícil falar de autor nacional, porque a maioria tem um clã de fãs xiitas que podem me encher até que eu peça penico, mas vamos falar a verdade, né?!

Até achei que fosse implicância minha, mas fiz a leitura da história em dupla com a Evelyn, das Chocólatras, e tivemos as mesmas opiniões sobre tudo. 

Brassel, sei o quanto é difícil escrever uma história e tiro o chapéu para cada um que consegue concluí-la bem ou não. Mas acho válida fazer sempre uma crítica construtiva. Espero ter cumprido esse papel. 

Nota: 2,8 (de um total de 5).

Ps: Posso dizer de novo que quero entrar no livro e esfregar a cara do Kim no muro de chapisco?
Ps2: Fãs de NA clássico, leiam O Acordo! Num futuro não muito distante pretendo escrever sobre a série dos jogadores de hóquei que tanto < 3

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Aos 30

Postado por Luciana Mara às 11:43:00 0 comentários Links para esta postagem
Aos 30 eu esperava que tudo seria diferente. 

Aos 13, achava que aos 30 eu seria uma empresária bem sucedida e que dividiria um apartamento alugado com a minha melhor amiga.
Não queria casar. 
Iríamos viver loucamente, como todas as personagens das comédias românticas que são abertas a novas experiências e totalmente independentes, mas que só se amarram à alguém quando já são balzaquianas. 

Aos 18, achava que aos 30 eu seria uma daquelas pessoas que trabalham todos os dias elegantemente vestidas com terninhos neutros, que teria um marido que me amasse e que corresse comigo atrás dos outros sonhos que eu não tinha realizado.

Aos 23, achava que aos 30 eu trabalharia em um banco, que já estaria casada e com dois filhos.

Aos 30, trabalho de pijama e tenho um marido maravilhoso.
Fiz algumas das viagens que queria.
Tenho uma casa própria. 
Tenho amigos lindos que sempre estão dispostos a embarcar em novas aventuras.
Tenho uma família que me apoia em todas as minhas decisões. 
Fiz o piercing que queria desde a adolescência.
Meus fios de cabelo continuam negros.
Compro o que quero (mesmo que seja uma varinha do Harry Potter de 50 dólares e que não é mágica fora dos parques). 
Faço o meu tempo. 

Ainda tenho muito a realizar.
As metas nunca acabam. 

Tenho uma vida feliz.
Só torço para que o mundo acabe com as cobranças, porque de cobranças minha caixa de correio já está cheia (metaforicamente falando). 

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E como não podia deixar de ser, meus babys novos, dados pelas amigas no meu aniversário. Obrigada Miloca, Nanda, Kell, Renata, San, Alice, Silvinha, Sandra, Carol, Márcia, Maíra e Evelyn!


Eles não vão durar nada na prateleira de não lidos. Estou lendo igual uma máquina!

Obrigada a todos que foram me dar um abraço no meu aniversário e aos que estavam lá em pensamento. Amo vocês!

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