sábado, 31 de dezembro de 2016

Balanço de leituras do ano em que a ressaca acabou! - 2016

Postado por Luciana Mara às 09:30:00 0 comentários Links para esta postagem
E finalmente a ressaca literária que achei que fosse eterna passou! 

Os últimos dois anos foram péssimos de leitura para mim. Em 2014, li apenas 7 e em 2015, apenas 8. Para uma pessoa que se dizia viciada em livros, o resultado final destes dois anos tinha sido um belo desastre. 

Mas esse ano, meus amigos, o que 2016 teve de coisa ruim no mundo esse tem que ser conhecido como Ano Que Durou Três Anos teve de livros lidos. Eu comecei o ano como a nossa digníssima ex-presidentA Dilma sugeriu uma vez: “Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta”. 

Então, inicialmente, só queria ler mais que nos anos anteriores. Aí mudei de meta, e ela se transformou em ler 52 livros, um por semana. Ultrapassei o número estabelecido, e porque a gente gosta de emoção e é ousada para cacete, dobrei a meta. HAHA. O máximo de livros que tinha lido no ano tinha sido 65, em 2011. Seria um desafio.

Ter os livros nunca foi o problema. Não sei quantos livros tenho e não li ainda (só sei que são mais de 100, #nãomejulguem), então só com eles já bateria a meta estabelecida.

Mas as pessoas mudam. Eu mudei para caramba. Tem um monte de livros que comprei e hoje em dia não tenho mais vontade de ler (principalmente sobrenatural. Me fala de vampiro e anjo que eu começo a ter coceira). Mas, com amigas leitoras tão viciadas quanto eu, peguei muitooos livros emprestados e isso me ajudou bastante. 

Porém, o acréscimo mais importante para meu aumento considerável de leituras foi o Kindle. Vou cometer uma heresia terrível nessa próxima frase, segurem-se Braseeel: gosto mais de ler e-book que livro físico e leio muito mais rápido nele. #soltaabombaefogeparaasmontanhas

Se a Luciana de uns dois anos atrás lesse isso, ela me bateria e xingaria até a vigésima geração, mas o Kindle é prático, e eu falaria isso para ela. Tem luz própria, é leve, você ajusta o tamanho da letra que quer, leva centenas de livros com você em qualquer viagem e pra passar página só precisa de um toque. Sem abajur aceso incomodando o maridón ou aquele barulho de páginas passando no silêncio da noite. 

Não vou parar de comprar livros físicos, porque afinal, sou uma colecionadora. Mas agora pratico um consumo mais consciente. E mesmo os livros em e-book que leio e que preciso ter na coleção, eu compro. 

Outro fator importante, foi a descoberta dos New Adults (NA). Eu tento sair desse ciclo vicioso de personagens na faculdade, mas não consigo, minha gente! Aí já decidi que vou zerar o gênero, já me dei por vencida. Leio tudo e qualquer coisa do gênero que aparece na minha frente, mesmo que algumas vezes eu queira ralar a cara dos personagens no muro de chapisco.  Acontece que esse é o gênero que eu gosto de escrever, então toda essa leitura desenfreada é como um workshop pra mim. Pronto, segredo revelado.

Então, aí vão os 105 livros lidos em 2016 (li um de brinde), na sequência em que li:



E vamos para algumas estatísticas:
1- Li emprestado: 24 (22,9% do total)
2- Li no Kindle: 37 (35,2% do total)
3- Favoritei (o último favorito tinha sido em 2012): 3 (2,9% do total)  #Ficaadica: Novembro 9, Chá de Amor e A Thousand Boy Kisses
4- Não lançados no Brasil ainda: 15 (14,3% do total) 
5- Me fizeram alagar a sala de tanto de chorar: 2 (1,9%) #Ficaadica: Raio de Sol e A Thousand Boy Kisses
6- New Adults: 64 (60,9%)
7- São 5 estrelas cheias: 7 (6,7%) #Ficaadica: O lado feio do amor, Um caso perdido, Chá de amor, Talvez um dia, A voz do arqueiro, November 9 e A Thousand boy kisses

E não tem clássico nenhum de literatura, não tem poesia e se reclamar, ainda vou ler mais NA! HAHA Leitura é hobbie! Então leio o que dá na telha. É impressionante. O livro brilha na hora de ser lido. É assim que escolho a próxima leitura tooodas as vezes. 

Li 105 livros, mas escrevi poucas resenhas esse ano no TOC. Acho que falo tanto no skoob, que quando percebo, não faz mais sentido escrever a resenha completa aqui, rs. Desculpa meu povo! E não prometo que isso vai ser diferente em 2017, porque provavelmente não será. Só espero que o ritmo de leitura não seja alterado.
Ah... Só lembrando, alguns estão resenhados no Viagem Literária! Veja aqui.

Então é isso!
Feliz 2017 para todo mundo!
Que o ano novo seja cheio de muitas alegrias e livros cinco estrelas para todos vocês!
Bjins

terça-feira, 8 de novembro de 2016

#133: Senhorita Aurora (Babi A. Sette)

Postado por Luciana Mara às 14:10:00 0 comentários Links para esta postagem
Quer me fisgar com um livro/filme/série? 
Coloca música e dança no meio*!
E quando a história tem os dois? #olhosbrilhando
É um prato perfeito, para a leitora exigente que eu sou! Eu sou muita chata para julgar. Já morro de medo da hora em que eu for julgada. HAHA


Nicole é uma adolescente que só deseja uma coisa da vida: dançar. E quando se vê na oportunidade de concorrer a uma bolsa de estudos em uma das melhores escolas de dança de Londres, ela resolve arriscar. E não é que dá certo? 

Alguns anos depois, já formada, a jovem bailarina consegue o papel principal de uma peça da Companhia de Ballet de Londres. Seus sonhos estavam se realizando! E sua trajetória seria perfeita se não fosse um dos diretores do espetáculo: Daniel Hunt, um maestro inglês excepcional que insiste em ser intransigente o tempo inteiro. Dono de uma personalidade peculiar leia-se perfeccionista/exigente/ arrogante, Nicole não entende como pode ao mesmo tempo odiar e se sentir atraída por esse ogro! 

E como sua profissão e relacionamento se desdobram, saiba lendo Senhorita Aurora.
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Aí você pensa: que resenha é essa que você não escreveu nada? 
E eu te digo: vai na fé e leia o livro! Porque as melhores coisas da história devem ser descobertas em sua leitura. A melhor saída neste caso é fazer uma leitura "cega", se é que você me entende, rs

Há algum tempo, depois que postei a resenha da série droga After, fui retribuir ao comentário da Rafa e caí na sua resenha de Senhorita Aurora. Li o texto e fiquei louca para conhecer a história, aí veio a primeira surpresa: o livro só existe em e-book. 

Mas isso não me impediu de ler, porque agora sou a rainha humilde do Kindle! Já li 13 livros lá e agora o céu é o limite. Então, assim que tive o e-book em mãos, devorei. Li o livro inteiro em menos de 24 horas. E depois da leitura, fiz campanha com as amigas, fiz propaganda, fiz panelaço na janela da varanda, manifestação fechando a avenida... Porque o livro é maravilhoso e MERECE ser lançado em sua versão impressa. Senhorita Aurora merece um lugar na minha estante com os meus New Adults preferidos.

Mesmo amando histórias com música e dança, comecei a leitura com pé atras, porque o Daniel era muito mala. Achei que estava participando de um concurso de leitura de protagonistas babacas e não estava sabendo. 

Daí eu li mais. E li e li...
... e me apaixonei. 

Senhorita Aurora parece ser uma história comum, mas de comum não tem nada! É uma surpresa atrás da outra. Você ri, chora, se choca, seu coração se parte em mil pedaços, fica sem esperança, ama, odeia! É um misto de sentimentos sem fim. Senti tudo que um grande romance pode proporcionar.

Nicole é uma personagem forte. Não é qualquer um que consegue ter as mesmas atitudes que ela. Eu não teria! E já conversei com várias amigas e elas estariam no meu time. Não sei se a Nicole que é muito corajosa ou nós que somos muito conservadoras/cagonas.

Quero muito reler para marcar as minhas partes preferidas (que será quase o livro inteiro, rs) e já arrastei algumas amigas para o fã clube mental da história! Quero ler mais livros dessa Babi! #entendedoresentenderão #vouqueimarnomármore literáriodoinferno

Leia! Leia sim!
Senhorita Aurora uma grande lição de superação e de amor! Um tapa na cara da sociedade!
Depois venha aqui me contar o que achou (spoilers livres nos comentários, então cuidado!). 
Quando chegar no 66% da leitura, venha aqui surtar! rs 

Compre aqui!

Nota: 4,5 (no total de 5 estrelas) 

*: mas nem sempre ter um destes dois elementos garante sucesso comigo. Vide aqui.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

#132: After (Anna Todd)

Postado por Luciana Mara às 23:00:00 0 comentários Links para esta postagem
Vamos começar este texto pelo assunto mais importante: comprei um Kindle. #Tôapaixonada

Apesar da resistência inicial que tinha com os e-readers, porque sempre fui daquele grupo de pessoas que ama cheiro de livro novo e precisa pegá-los nas mãos, os lançamentos do Brasil e a curiosidade por histórias que poderiam não ser boas a ponto de eu querer tê-las na estante, foi mais forte.

E desde que realizei a compra, sabia que a primeira leitura seria After. 


Você me acompanha no Skoob? Se sim, já sabe o quanto enlouqueci lendo estes cinco livros em uma semana.

Aí você me pergunta: PQP! Então a história é muito boa? Você me recomenda?
Aí eu te respondo: Não. Não recomendo nem para o meu pior inimigo, porque a série é uma droga, no sentido tóxico mesmo da palavra, definitivamente é uma droga reencarnada em formato de livro. Você sabe que é uma coisa ruim, que vai te fazer mal, mas por algum mistério do universo, não consegue largar.
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After conta a história de Tessa Young, uma garota de 18 anos que está começando o curso de Letras na faculdade. Ela veste roupas conservadoras, é dedicada aos estudos e namora seu melhor amigo de infância há dois anos. E tudo seria perfeito se ela não dividisse o quarto no alojamento da faculdade com Steph, uma garota cheia de tatuagens e cabelo de fogo, que só gosta de festas e tem um amigo mais doido que o outro.

E entre estes amigos está Hardin. Despenteado, maluco, tatuado e desbocado. Ele é o tipo de pessoa que a mãe da garota abominava, e consequentemente, ela aprendeu a abominar também.

Tudo que Tessa não precisava era complicar sua vida se envolvendo com ele. Mas como resistir, se Hardin não dá folga?
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E aí, vamos para a avaliação dos itens quase obrigatórios de todo New Adult (NA):

  • Mocinha inocente, que quer aproveitar as novidades da vida? Ok!
  • Bad boy da pior espécie? Ok!
  • Cenas proibidas para menores? Ok!

Tudo estava ok, dentro do esperado do gênero, até que conheci melhor o mocinho. Sabe um dos personagens do último livro que resenhei e que não vou citar mais pra não botar mais lenha na fogueira HAHA? Então, o Hardin é pior. Pior à 1094057870315 potência.

Ele é um ogro, arrogante, desrespeitoso e idiota. Sério, do fundo do coração: gostaria de saber o que as garotas pensam ao suspirarem por histórias assim! Histórias com ciúmes excessivo, porrada aos quatro ventos por nada e um cara que engana a mocinha todo capítulo! Um cara que faz a mocinha de trouxa durante QUATRO LIVROS INTEIROS!!!

Recebi congratulações dos meus companheiros de Skoob quando finalizei a série porque eles acompanharam meu sofrimento. Minha raiva do Hardin chegou até Netuno!

Nenhum trauma do passado justifica os atos dele. Sério, se eu fosse a Tessa, esse cara já tava capado e morto, mas antes claro, ralaria sua cara num muro de chapisco! Nada me faz aceitar o tipo de relacionamento deles. Toda vez que uma briga acontecia, só lembrava da música Treat You Better (Shawn Mendes). Como alguém consegue viver num relacionamento abusivo? E o pior: como as pessoas conseguem ler e invejar histórias assim?

Eu AMO NA e em momento algum suspirei pelo mocinho. Ficava doida é para a Tessa beijar o Landon, o melhor amigo dela.

Ilusão nenhuma de amor me permite aceitar viver a vida assim, viver com medo de:

  1. Você perder a pessoa por motivo idiota;
  2. Você fazer/dizer/pensar alguma coisa que machuque a outra pessoa. Pisar em ovos o tempo inteiro deve ser aterrorizante.

São quatro livros de brigas, sexo, desentendimentos, idas e voltas chatas. Foram quatro livros que fiquei com vontade de jogar na parede, mas não joguei por motivos óbvios (era Kindle, não livro físico).

Talvez, se a história fosse contada em 3 livros e não em 5, a história poderia ganhar mais uma estrela do que as 3 que dei no geral, porque surpreendentemente Braseel, o último livro foi muito bom. Muito mesmo. Fiquei pensando como a autora conseguiria sair da bola de neve que ela se meteu no livro final e fui positivamente surpreendida porque ela fez o que eu esperava desde o início: que a Tessa criasse juízo e pensasse em si mesma. E outro fator importante: tempo. Se o tempo não resolve as coisas, pelo menos permite que você as avalie corretamente.

A história só melhorou quando Tessa decidiu dar um basta. E esse basta foi a solução para todos os problemas. Mas a história cansou. Cansou, até que melhorou. E quando melhorou, acabou.

Todo livro acaba num meio de uma cena chocante (e algumas vezes bem previsível. A Anna precisa aprender a criar situações que surpreendam o leitor) e por isso, li tudo em sequência e também porque minha memória é horrível e se eu não ler séries em sequência, corro o risco de esquecer a história.

Os livros foram escritos inicialmente como um fanfic no Wattpad com os personagens do One Direction e vou confessar uma coisa: se eu fosse o Harry Styles (cantor que a Anna Todd se inspirou para fazer o Hardin), eu processava essa mulher!

A série inicial é composta por 5 livros. Há um ainda (Before) que conta a história pelo ponto de vista do mocinho que de mocinho não tem nada. Estão sendo lançados lá fora outros dois livros contando a história do Landon, o que acho bem apropriado porque a autora deixou um grande mistério no último livro e ele é um fofo

Ahhh... e a história vai virar filme
Ainda estou tentando entender o que eu acho dessa notícia. 

Espero me desintoxicar dessa droga em breve. 
E crianças, fiquem longe disso, ou vocês só conseguirão ficar livres depois de muitos entorpecentes. 

sábado, 1 de outubro de 2016

Trecho de "Tudo o que poderia ter sido"

Postado por Luciana Mara às 12:00:00 0 comentários Links para esta postagem

Aos seis anos, assim que Luísa aprendeu a escrever, fez uma lista no diário que acabara de ganhar de presente de natal da avó.
Ela fez a lista dos seus cinco maiores medos.

            1- Perder seus pais
            2- Aparecer de pijama na escola
            3- Ficar sozinha
            4- Brigar com o Augusto
            5- Barulho do vento

Aos dez, enquanto pensa na lista que ano após ano repete na primeira página da sua nova agenda e escuta o uivo do vento, a garota ouve batidas na janela do seu quarto.
O medo de número cinco tenta persuadi-la de se levantar e atender ao chamado.
O medo de número quatro a faz jogar o lençol no chão imediatamente e caminhar até a janela.
Seus pais saíram para comemorar o aniversário de casamento e Luísa ficou sozinha em casa. Ao mesmo tempo que ela queria dar um pouco de privacidade aos dois, a garota queria terminar de assistir o final do seu filme preferido.
O que ela não esperava é que o medo número três junto do medo de número cinco a fizesse se arrepender daquela decisão.
– Poxa, Lu! Achei que você fosse me fazer congelar aqui fora. – Augusto diz assim que a janela do quarto é aberta.
Augusto, ou Guto, como prefere ser chamado, é seu vizinho desde que os dois eram bebês. Luísa é um ano mais velha que ele, mas quando os dois estão juntos, não se percebe essa diferença.
Guto é o seu melhor amigo. Os dois estudam na mesma escola e por isso, é Guto quem garante a ela todas as manhãs que o medo de número dois não irá ocorrer.
O garoto passa uma perna e depois a outra na janela do seu quarto, batendo o queixo de frio, pela temperatura lá fora. A janela é fechada e ele esfrega as mãos nos braços com todos os pelos arrepiados, na intenção de aquecê-los.
– Você está sozinha, né?! – Augusto pergunta assim que para de bufar.
– Estou, como você sabe?
– Passei na garagem antes de bater na janela e o carro dos seus pais não está lá. Contornei a casa e só a janela do seu quarto está com a luz acesa. – Ele coça a cabeça enquanto pergunta. – Está com medo? Quer que fique aqui com você?
Augusto sabe de todos os seus medos. Não existem segredos entre eles. O garoto fez sua própria lista uma vez e o único item em comum era "Medo de brigar com a Luísa".
Ninguém entendia porque os dois eram tão grudados. Talvez fosse a obsessão da garota por jogos de tabuleiros e não por bonecas, assim como a obsessão do garoto por jogos de tabuleiros e não por carrinhos.
Luísa tem uma irmã mais nova que está dormindo na casa de uma amiga de escola e Augusto tem três irmãos mais velhos. Ela o inveja por isso todos os dias. A garota não se dá muito bem com sua irmã. Júlia é uma pirralha de sete anos que só sabe pegar no seu pé, garante Luísa a todos. 
Apesar do que Luísa acha, os irmãos de Guto não 100% maravilhas com ele. O garoto cansou de ser enxotado pelos irmãos e resolveu se refugiar com a vizinha, sua melhor decisão. A partir de então, os dois se tornaram inseparáveis, tipo Batman e Robin.  E, nessa questão, o medo número quatro acaba ocorrendo frequentemente, porque eles não conseguem decidir quem é o chefe e quem é seu fiel ajudante.
Os pais de ambos avisaram que a porta da frente estava sempre aberta para receber o outro, que não precisava nem bater, bastava entrar. As casas dos dois ficam lado a lado, em um condomínio fechado que permite que não seja necessário passar a chave na tranca da porta 24 horas por dia.
Apesar da permissão de entrada sem limites, os dois gostam mesmo é de pular a janela e fazem isso o tempo inteiro.
Então, quanto Guto ouviu o barulho do vento, saiu de pijamas do seu quarto pela janela, atravessou o quintal que divide as duas casas e bateu na janela do quarto da vizinha.
– Você quer jogar alguma coisa para esperar o tempo passar?
– Ai Guto, não quero não. Qualquer jogo que jogarmos você vai ganhar, porque não consigo me concentrar. Você sabe como eu sou competitiva.
E o garoto sabia mesmo. Tanto que algumas vezes deixa Luísa vencer para não evocar o medo número quatro.
– Tenho uma ideia. Vamos ouvir música? – O garoto pergunta assim que vê os fones de ouvido de Luísa em cima do seu criado mudo.
Recentemente, Augusto descobriu uma nova paixão: rock pesado. Até pediu aos pais de presente de natal uma guitarra. Ele garantiu que aprenderia a tocar sozinho, auxiliado por vídeos na internet e de revistas de banca.
Seus pais cederam ao desejo do filho, apesar do desespero dos três irmãos mais velhos que diziam que como músico, Guto era um ótimo escritor.
A obsessão era tanta que em toda oportunidade, Guto fazia Luísa ouvir a sua playlist do momento. Sua intenção era fazer com que a garota se apaixonasse por música e o acompanhasse aos festivais que ocorrem na cidade, assim que eles tiverem idade suficiente para frequentá-los.
Luísa aceita a proposta.
Não porque estivesse querendo ouvir músicas.
Não porque não quisesse brigar com Augusto.
A garota aceita a proposta porque não quer ouvir o barulho do vento.  
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Brincando com intertextualidade, rs. 
Este é um trecho do livro citado em Tudo o que poderia ter sido.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Aos 30

Postado por Luciana Mara às 11:43:00 0 comentários Links para esta postagem
Aos 30 eu esperava que tudo seria diferente. 

Aos 13, achava que aos 30 eu seria uma empresária bem sucedida e que dividiria um apartamento alugado com a minha melhor amiga.
Não queria casar. 
Iríamos viver loucamente, como todas as personagens das comédias românticas que são abertas a novas experiências e totalmente independentes, mas que só se amarram à alguém quando já são balzaquianas. 

Aos 18, achava que aos 30 eu seria uma daquelas pessoas que trabalham todos os dias elegantemente vestidas com terninhos neutros, que teria um marido que me amasse e que corresse comigo atrás dos outros sonhos que eu não tinha realizado.

Aos 23, achava que aos 30 eu trabalharia em um banco, que já estaria casada e com dois filhos.

Aos 30, trabalho de pijama e tenho um marido maravilhoso.
Fiz algumas das viagens que queria.
Tenho uma casa própria. 
Tenho amigos lindos que sempre estão dispostos a embarcar em novas aventuras.
Tenho uma família que me apoia em todas as minhas decisões. 
Fiz o piercing que queria desde a adolescência.
Meus fios de cabelo continuam negros.
Compro o que quero (mesmo que seja uma varinha do Harry Potter de 50 dólares e que não é mágica fora dos parques). 
Faço o meu tempo. 

Ainda tenho muito a realizar.
As metas nunca acabam. 

Tenho uma vida feliz.
Só torço para que o mundo acabe com as cobranças, porque de cobranças minha caixa de correio já está cheia (metaforicamente falando). 

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E como não podia deixar de ser, meus babys novos, dados pelas amigas no meu aniversário. Obrigada Miloca, Nanda, Kell, Renata, San, Alice, Silvinha, Sandra, Carol, Márcia, Maíra e Evelyn!


Eles não vão durar nada na prateleira de não lidos. Estou lendo igual uma máquina!

Obrigada a todos que foram me dar um abraço no meu aniversário e aos que estavam lá em pensamento. Amo vocês!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

"#130: À Flor da pele" e mais

Postado por Luciana Mara às 15:52:00 0 comentários Links para esta postagem
Em um dos meus surtos de "MELDELS! MEUS NEW ADULTS ESTÃO ACABANDO!", a Tati (do Clube das Chocólatras, nosso clube do livro, para quem não sabe) me sugeriu a leitura de À Flor da Pele.

E como estou encarando quase tudo do gênero, li...

À Flor da Pele conta a história da tímida Tenley Page e do tatuador Hayden Stryker. Tenley mudou de cidade para fazer mestrado e, para passar o tempo e distrair a cabeça, conseguiu um emprego na cafeteria da tia do Hayden. Acima da cafeteria, há um apartamento, que Tenley alugou. Deste apartamento, ela vê o estúdio em que Hayden e seus sócios tatuam e colocam piercings diversos. Ele é todo durão, mas fica amolecido e meio bobo toda vez que a vê.

E fica mais bobo ainda quando ela pede que Hayden tatue suas costas. INTEIRAS. Tudo para simbolizar seu grande segredo e sua grande perda. Perda que modificou tudo que ela tinha planejado.

Mas como todo NA, Hayden também é cheio de mistérios e segredos. 

E, por mais que a tração entre eles seja gritante, quando o passado bate à porta, é impossível ignorá-lo. 
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Vamos direto ao assunto. Usualmente, só estou resenhando livros que me marcam de alguma maneira, seja positiva ou negativamente. As histórias meia boca são comentadas em tempo real no histórico do skoob. Só quem me acompanha lá sabe o quanto eu sou a louca dos históricos. Fico de madrugada lendo e com o celular na mão para atualizá-lo.

À Flor da Pele não é uma obra prima, é apenas um livro legal. É uma história com aquela atração inicial louca e irresistível (até tolero atração louca, muito mais que amor à primeira vista) entre duas pessoas cheias de segredo. Se eles tivessem sentado na cafeteria e aberto o jogo, tudo seria resolvido em 10 páginas, masss... aí não teria livro, rs.

O livro ainda termina com um cliffhanger gigantesco. Então, se for encará-lo, aconselho que já tenha Marcados Para Sempre em mãos. Além dele, ainda tem uma história 0.5 e outra 1.5, que sinceramente, não fizeram falta. 

Tive alguma dificuldade com o excesso de cenas para maiores de 18 anos e MUITA dificuldade para achar charmoso um cara que tem piercing em tudo quanto é lugar. TUDO, mesmo. E numa dessas acabei caindo no Google e descobrindo que tem muita gente louca no mundo. Conselho: não procurem imagens envolvendo a palavra "apadravya" em público.  

BUT, o maior motivo para eu escrever esse post é falar que este livro me motivou. 

Há anos quero colocar um piercing na orelha. Quando era adolescente, minha mãe me amedrontou, dizendo que poderia dar queloides (e se você procurar, realmente há muitas orelhas deformadas por causa disso). 

Mas aí, vendo que a Tenley colocou n piercings numa boa, pensei, por que não?

Então comecei a procurar loucamente algum estúdio, até que encontrei o "LP Tatuagem e Piercing" no Facebook. Liguei para lá e custava 70 pilas, com o brinco. Não precisava agendar. Então dia 9 de julho criei coragem e fui.

O cara que me atendeu, o Vitor, tinha tantos furos quanto o Hayden (mas as semelhanças acabam aí, rs). Optei por um do tipo helix. Queria colocar um brinco de argola, mas ele disse que incomodaria num primeiro momento, que era melhor fazer a substituição quando o furo tivesse cicatrizado. Então daqui um mês vou lá trocar para ficar com a orelha igual a da Guilhermina Guinle, minha inspiração. Já tenho os outros três furos também. Fiz o terceiro com 15 anos. Há quase 15 anos. 100or! Crise dos 30 está chegando. 

Não doeu nada. Quando achei que ele ia furar, me disse que já estava limpando. Ele me ensinou como limpar e cortou chocolate, amendoim e carne de porco do meu cardápio por três semanas. Se eu soubesse antes de furar, teria desistido. Mentira. Não teria não. 

Orelha dos sonhos
Mas pra ser sincera, mesmo depois de quase duas semanas, ainda incomoda pra dormir. Não posso deitar em cima da minha orelha direita porque incomoda. 

E nessas minhas pesquisas, achei a orelha perfeita (foto ao lado). Assim que esse furo cicatrizar, quero fazer mais um, tragus dessa vez. Acho que não tenho espaço para três forward helix, mas quem sabe... #maridónpiranapeneira 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Ao vento

Postado por Luciana Mara às 15:30:00 0 comentários Links para esta postagem
Já certifiquei. O conjunto de lingerie que escolhi para hoje é um dos melhores do meu guarda-roupa. 
Ninguém deve ser encontrada morta com uma calcinha de algodão velha e furada. Pelo menos, com a escolhida da vez poderei animar o legista que for responsável pela minha futura autópsia. 
Já são sete anos que faço o mesmo ritual, mas há apenas dois comecei a pensar na felicidade do legista. 
Há cinco anos não preciso mais fazer este mesmo trajeto de bicicleta. 
O fiz por dois anos, todo 12 de junho. 
Todo maldito dia 12 de junho, dos últimos sete malditos anos. 
Olho no meu relógio de pulso. São onze horas da noite. Faltam dez minutos para o relógio marcar novamente o mesmo horário do dia que a minha vida começou a desmoronar. 
Falta uma hora para esse dia de merda acabar. 
Estou ansiosa para qualquer uma das duas coisas. 
Ligo o rádio do carro. 
Cansei do cricrilar dos grilos que infestam a mata nas duas extremidades das ponte. 
Escolho a estação com a música mais agoniante e desesperadora que encontro. É assim que me sinto, nada mais adequado.
Estou sozinha. 
Completamente sozinha. 
Nenhum outro morador vem aqui à essa hora da noite, nesta data. Todos estão alegremente comemorando a data com os seus parceiros. Os que provavelmente passam por este caminho, já devem estar dormindo. 
A música acaba.
Meu carro está estacionado de forma que seus faróis iluminem o local exato do acidente. 
Abro a porta do motorista e saio. 
O vento leve do outono balança meu vestido preto que termina dois dedos acima do joelho.
Os pelos do meu braço se arrepiam com a temperatura amena.
Aciono o código para destravar meu celular e, como em todos os anos, marco dez minutos no temporizador do aparelho. 
Dez minutos é o tempo do universo decidir. 
Descalço as minhas sapatilhas vermelhas preferidas e as deixo no ponto exato da mureta da ponte onde subirei daqui dois minutos. 
Estou na velha ponte da cidade, que recebeu o nome do seu fundador em 1891. Ninguém mais a usa, desde que o trevo foi feito a dois quilômetros de distância. 
Durante o tempo todo que estou aqui, apenas um carro passou na rodovia com três faixas em cada sentido localizada abaixo da ponte. 
Os arredores são desertos. Só os moradores mais antigos da cidade utilizam esta ponte como atalho. Eles só a utilizam quando estão com pressa e querem economizar os dois quilômetros no volante. Eu não sou a favor dessa economia. Ela já me custou muito.
O certo era eu destruir este lugar. 
Atear fogo. 
Colocar alguns explosivos e jogá-lo pelos ares. 
Mas não consigo. Porque o Universo me chama todos dos malditos anos. Até que não chamará mais. Ele se despedirá de mim. E é este momento que eu aguardo.
Onze e dez da noite. 
Inicio o temporizador e coloco o celular dentro de um dos pés de sapatilha. 
Subo na mureta da ponte.
A mureta é estreita, mas acomoda meus pés com as unhas vermelhas perfeitamente feitas.
Olho para o meu ombro direito e vejo o dente-de-leão que tatuei assim que completei 18 anos. Para mim, ele não significa liberdade, esperança. Significa que basta um simples vento para tudo se desmoronar, se espalhar no mundo e desaparecer. 
Até onde as minhas vistas alcançam, nenhum carro se aproxima pela rodovia.
Fecho meus olhos. 
Sinto o vento me soprando, mas sem força suficiente para me fazer voar.
Levanto as mãos, ainda de olhos fechados, até a correntinha dourada que carrego no pescoço todos os dias. Há menos de três horas, coloquei a terceira aliança na corrente. 
Lembranças das minhas três pessoas preferidas no mundo.
Lembranças das minhas três pessoas preferidas no mundo que me abandonaram.  
Solto a correntinha, que cai novamente entre os meus seios e abro os braços.
Me equilibro na mureta.
Meus olhos permanecerão fechados até que o temporizador do celular apite. Ou até que eu caia na rodovia.
Não sei quanto tempo já se passou.
Sinto o cheiro de grama. 
Sinto o cheiro de chuva. 
Sinto o cheiro de grama molhada. 
Ouço os grilos. 
Sinto os pingos de chuva molharem os meus cabelos. 
A chuva se intensifica, assim como minha ansiedade. 
Meu cabelo começa a grudar no meu rosto.
O céu consegue chorar mais que eu. 
Os dez minutos se passaram. 
Nem o vento ou a chuva me levaram. 
Em milésimos de segundos a raiva me invade por estar abandonada. Puxo com força e arrebento a correntinha delicada. 
Desisto das lembranças. 
Abro os olhos. Jogo a correntinha e as alianças na rodovia abaixo de mim, ao mesmo tempo que avisto um carro se aproximando.
Espero que o motorista não tenha me visto e chame a polícia.
Não será a primeira vez. 
O Universo não quis que eu sumisse. 
Não hoje.
De novo. 
Então por mais um ano, ele me permite viver.
Desço da mureta e sento no asfalto, encostando-me na mureta onde nem a Morte me quis. Pelo sétimo ano consecutivo.  
Coloco as mãos no rosto e me permito chorar pela primeira vez, desde que eu soube que minha mãe tinha morrido, hoje de manhã.
---
Ps: Minha tentativa 1 de escrever algo não meloso, rs. 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

#129: November 9 (Colleen Hoover)

Postado por Luciana Mara às 07:00:00 0 comentários Links para esta postagem
De três coisas eu estava convicta.

Primeira, é impossível ler qualquer uma das histórias da Colleen Hoover sem desenvolver um panapaná louco no estômago e nós de marinheiros na garganta impossíveis de desfazer.
Segunda, havia uma parte de mim – e eu não sabia que poder essa parte teria – que queria adiar qualquer leitura dela, com medo de que meu estoque dessa maravilha acabe.
E terceira, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por tudo o que essa autora toque.

Eu confesso. Fui fã de Crepúsculo. Assim que terminei a leitura da última página do primeiro livro (antes mesmo de estourar a febre no Brasil), eu abri na primeira e reli. Mas lá se vão 10 anos e eu tinha acabado de sair da adolescência, ou seja, eu tinha passe livre para o surto.

Adoro os livros da Sophie Kinsella e Marian Keyes, mas eu ainda tenho alguns sem ler. Não tenho por eles aquela necessidade de comprar em pré-venda e ler assim que lançam aqui. Não como já fiz com Crepúsculo, Harry Potter ou Fazendo meu Filme, por exemplo. 

Há tempos não sentia essa vontade louca, alucinada e descontrolada de ler mais de determinado autor. Ler tudo. Ler até cansar. Ler até me acostumar tanto com sua escrita que posso prever os acontecimentos antes de lê-los. 

Há muito tempo não tem um autor que estimule minha Becky Bloom interior como a Colleen Hoover. Eu sei que já está ficando repetitivoivoivo, mas se eu não puder falar das minhas paixões literárias como uma fã louca de qualquer boy band aos 15 anos, para que serve esse espaço? Vocês têm noção de que eu mandei um comentário um pouco desaforado em um blog porque a menina não gostou de um dos livros e contou mais do que deveria? Eu estou assim com essa autora. Então cuidado com o que vai falar comigo sobre suas obras. Brincadeira. Ou não.

Não satisfeita com os livros lançados no Brasil, eu comecei a pesquisar e achei dois livros traduzidos da autora: Confess (muito bom também) e November 9. 

Até então, Talvez Um Dia era meu preferido, mas eu nem sei mais. É tanta delicadeza, tanto cuidado, tantos segredos e descobertas que se você vier me perguntar qual livro deve ler da CH eu vou responder de madeira curta e grossa: "TODOS".
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November 9 conta a história da Fallon e do Benton. Aos 18 anos, eles se conhecem no último dia dela em LA e a atração entre os dois é imediata. Mas por mais que eles sintam que aquela relação pode ser especial, ela está com a viagem para NY marcada para aquele dia. Fallon vai correr atrás dos seus sonhos. Ela não pode mais adiar, não pode desistir. Porém, eles decidem passar aquele dia juntos. 

Ben, um estudante e aspirante escritor, vê naquele encontro a inspiração do romance que ele tanto deseja escrever. Mas um encontro não é o suficiente, então eles decidem se encontrar na mesma data, durante alguns anos, sem manter contato durante o resto do tempo, exceto dia 9 novembro. Será história suficiente para ele escrever seu romance? Será que eles não vão esquecer um do outro durante todo o tempo? Só lendo pra saber.

E se eu puder dar um conselho, digo: leia. Leia rápido. Se quiser o ebook, pergunte-me como*. 
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Quando li a premissa do livro, pensei de cara em "Um dia" do David Nicholls, mas há uma grande diferença entre as duas obras. "Um dia" conta o que acontece em um dia do ano, mas os protagonistas se cruzam o resto do tempo. Aqui não, eles não tem contato por telefone, e-mail, rede social, NADA.

E isso não faz o amor miojo que eu odeio ser ruim, pelo contrário, faz o relacionamento dos dois ser incrível! Você sente a saudade batendo em seu próprio peito após cada despedida. Você sente o ar saindo do pulmão a cada frase delicada. É desesperador. É angustiante. É apaixonante.

Os personagens são engraçados, determinados e cativantes. Por mais que uma hora ou outra ocorram decisões estúpidas, é impossível largar o pompom de líder de torcida e parar de torcer.

E o final? E o final, MELDELS! Você sofre. Você é esmagado. Eu joguei o tablet longe inúmeras vezes durante a leitura, porque estava agoniada demais para prosseguir.

Por mais que todos os livros da CH tenha uma carga dramática e emocional grande, eles são diferentes entre si, porém, tem um denominador comum: a arte. Seja por poesia, música, quadros, livros, ou por apresentar o texto em uma forma não convencional (Lado Feio do Amor, por exemplo), ela sempre incluiu um universo novo para você se deliciar. 

Posso dizer que mal terminei e já estou ansiosa para esse livro lançar aqui? Quero ler novamente!

Maconha, crack, heroína, cocaína são outros nomes dos livros da Colleen DIVA Hoover pra mim. Estou incondicional e irrevogavelmente viciada. 

Aprecie sem moderação!

ps: *Eu não sou a favor da pirataria. Minhas estantes cheias de DVDs e livros comprovam isso. Mas sou contra a abstinência da droga citada acima. HAHA

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Receita de um romance apaixonante

Postado por Luciana Mara às 15:40:00 0 comentários Links para esta postagem

Ingredientes:

  • 750g de um mocinho apaixonante/problemático
  • 500g de mocinha não sonsa
  • 1 segredo
  • Coadjuvantes interessantes à gosto
  • 1 dose cavalar de drama
  • Cenas fofas/românticas à gosto
  • Cenas cômicas/constrangedoras à gosto
  • 1 grande elemento surpresa
  • 1 carta bem romântica
  • 1 dose de lágrimas
  • Brigas à gosto
  • Essência de atração
  • 1 pitada de clichê
  • 1 bom epílogo 

Modo de preparo:
Coloque todo o conteúdo da mocinha em um bowl. Quanto maior a leseira da mocinha, mais desandado o resultado final. Misture à ela o mocinho apaixonante/problemático.  Se esta for a pitada de clichê, pode ser que um deles tenha um(o) namorado(a) mala e totalmente dispensável. Ignore-o(a). Ele(a) logo desaparecerá, não prejudicando a receita.

Também pode ser que a pitada de clichê seja que os dois se odeiem. Ou pior, que o amor dos dois seja como uma receita de miojo: fique pronta em três minutos. É muito comum, mas particularmente prefiro que o amor fique no fogo baixo, cozinhando lentamente. Quanto maior o tempo de preparação, maior o sabor do resultado final.

Aos dois, adicione um segredo. Nada acrescenta mais sabor do que um grande mistério. Acrescente também muita essência de atração. Quanto maior a quantidade, mais envolvente é o romance.

Mexa bem, até atingir uma consistência homogênea.

Misture coadjuvantes interessantes à gosto, daqueles que você quer saber mais após o fim da história. Quem sabe eles não podem render novas receitas? 

Adicione uma grande briga. Pode ou não ter separação entre o mocinho e a mocinha, mas é certo que nessa hora a receita desanda. Não se preocupe e acrescente o grande elemento surpresa, uma dose cavalar de drama, seguido de uma dose de lágrimas. Pode demorar um pouco para que a receita entre nos eixos, mas depois dessa etapa, com certeza ela entrará.

Não se esqueça de pincelar o resultado com cenas cômicas/constrangedoras. Quem for saboreá-la irá adorar sentir vergonha alheia. Essa etapa da receita sempre nos faz fechar o livro, respirar fundo e abri-lo novamente para encarar o momento.

Ah! Salpique cenas fofas/românticas à gosto durante toda a execução da receita. Ela fará com que o resultado final fique muito mais leve.

Uma linda carta sempre acrescenta um toque especial à mistura. Pode ser que com ela venha uma nova dose de lágrimas. Não se preocupe. Geralmente essas lágrimas são de emoção e são sempre bem-vindas.

Por fim, decore o resultado final com um lindo epílogo. Todo mundo fica mais feliz quando a história não termina quando termina. 

Aprecie sem moderação!

Tempo de preparo: Depende da habilidade do autor
Rendimento: Inúmeras porções.
Alguns resultados finais: Orgulho e Preconceito, Jane Eyre, Talvez um dia, As Batidas Perdidas do Coração, A Mentira Perfeita, A Voz do Arqueiro, Belo Desastre, Beleza Perdida, Lado Feio do Amor, O Chá do Amor, Isla e o Final Feliz, Fazendo o meu filme, A Flor da Pele, Um Caso Perdido, Fangirl, romances da Marian Keyes, entre outros.

E para você? Qual a sua receita?

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Tudo o que poderia ter sido

Postado por Luciana Mara às 13:00:00 0 comentários Links para esta postagem
Observando-me no espelho acima do buffet da sala de jantar, concluo que as cinco horas que passei rodando no shopping valeram a pena. Aquele vestido cinza escuro tinha o caimento perfeito! Ressaltava os seios e os quadris na medida certa e, milagrosamente, parecia diminuir em vários centímetros a minha cintura. Um coque frouxo, um par de brincos de pérolas, um belo salto alto e uma make discreta nos olhos, mas um marcante batom vermelho, completavam o visual. 
Não sei o que as pessoas acham, mas quando uso uma cor vibrante nos lábios, me sinto poderosa. Em uma escala de 1 a 10 de autoconfiança, arrisco dizer que sou um 12.
E, definitivamente, o dia de hoje exige um batom vermelho. 
Pego minha bolsa no sofá, as chaves do carro e saio do meu apartamento.
Não o vejo há 13 anos, desde o fatídico dia em que fiz uma escolha errada que mudou toda a minha história. 
Mas só percebi isso quando li o texto que ele escreveu.
Confesso que fiquei um pouco chocada quando recebi na minha casa uma caixa sem remetente ou qualquer coisa que identificasse quem a enviou. Meu choque triplicou quando a abri e conferi seu conteúdo. Nela estavam todas as minhas agendas da adolescência, onde eu contava todos os meus segredos. 
Quando me mudei, há um ano, pedi a minha irmã que se desfizesse delas. Não esperava que minhas agendas fossem ter um destino diferente da lata do lixo, que era onde eu achava que ela iria despejá-las. 
Sempre soube que ele tinha o dom das palavras, afinal, ele sempre escrevia minhas redações para o colégio. Eu era melhor com números, então nos completávamos. Mesmo sendo um ano mais novo que eu, na adolescência, cursávamos a mesma série, mas em escolas diferentes, então um sempre estava disposto à socorrer o outro. 
Eu vivia em sua casa, já que éramos vizinhos desde a infância. 
Minha irmã uma vez por ano me perguntava se eu já tinha me apaixonado por ele, mas éramos tão próximos, que para mim ele era o irmão homem que eu nunca tive. 
Mas eu sabia que a recíproca não era verdadeira. 
Sabia que ele era apaixonado por mim.
Desde sempre.
E talvez por isso, quando descobri que ele tinha passado em um processo seletivo para estudar em outra cidade, beijei seu primo mais velho, um que ele não se dava bem. Na sua frente. Na frente de toda a nossa família. 
Queria que ele entendesse que eu o estava libertando, para viver novas experiências longe de mim. Para viver amores loucos, histórias surpreendentes. Para aproveitar as oportunidades que bateriam à sua porta.
Eu segui meu caminho.
Ele seguiu o dele.
Seus pais se mudaram naquele ano e nunca mais tive notícias suas. Há muito tempo o procurava nas redes sociais, sem sucesso. Ele se escondeu durante todo esse tempo. 
Até o dia que aquela caixa chegou na minha casa e tudo mudou. 
Em cima de todas as minhas agendas, havia um livro. O título era “Tudo o que poderia ter sido” e tinha seu nome na capa, como autor. 
Abri a primeira página e li a dedicatória.

“Para a minha professora de matemática preferida,
Que por muito tempo foi o amor da minha vida”

Não dormi enquanto não terminei a leitura. 
Baseando-se no que eu havia escrito nas minhas agendas/diários, ele recontou a minha vida. Como minha vida teria sido. Com ele. 
E eu chorei, como não chorava desde a morte do meu pai.
Porque ao contrário do que queria para mim há 13 anos, agora eu queria tudo o que estava escrito ali. Cada carinho, cada palavra, cada viagem, cada momento.
Na última página, havia um endereço, uma data e um horário, escrito à lápis, com a caligrafia que ele escrevia as minhas redações. E era para esse destino que eu dirigia o meu carro. 
Por isso passei meu batom vermelho. Porque precisava estar confiante para o que me aguardava. 
Cheguei ao restaurante.
Assim que anunciei meu nome à hostess, ela me guiou no caminho até a mesa reservada, mas não foi necessário. Eu o reconheceria onde quer que o visse.
O mesmo sorriso fácil.
O mesmo brilho no olhar.
Logo que me aproximei, não me contive. O abracei.
Ele tinha o cheiro que eu recordava. Cheiro de banho tomado, refrescante.  
Quando dei um passo para trás, seus olhos estavam cheios d’água, reflexos dos meus.
 – Senti saudade. – Eu consegui dizer. 
 – Eu não – Ele percebeu minha feição chocada, pois logo acrescentou – porque você estava na minha cabeça o tempo inteiro.
Senti meu coração bater mais forte. 
Não seria possível recuperar o tempo perdido, mas poderíamos escrever novas memórias. Juntos. 
E não precisaria escrever em blogs ou agendas, porque ele era o ótimo escritor e nós dois juntos, poderíamos escrever nas páginas da vida, onde as palavras seriam levadas pelo vento, mas mantidas em nossos corações. 

domingo, 12 de junho de 2016

Como eu era antes de você (filme)

Postado por Luciana Mara às 11:23:00 0 comentários Links para esta postagem
Bom, vou começar respondendo o que você provavelmente quer saber.

Você gostou do filme?
R. Sim, eu gostei. Gostei bastante. 

Você chorou?
R. Não caiu nenhuma lágrima, mas como dizem por aí, meu coração é de pedra então não sou um bom parâmetro. Entretanto, posso afirmar que não ouvi muito "funga, funga" na sala de cinema.

Foi uma boa adaptação do livro?
R. Minha memória é péssima, então não lembro de todos os detalhes do livro. Comentei com o maridón o que vi de diferente e ele disse que não sentiu falta disso na história. Exemplo: Will não tem irmã no filme. 
Mas algumas cenas foram idênticas, idênticas! E nessas, meus olhos brilharam.
Resenha do livro AQUI.


Daqui para baixo, o que vou falar pode acarretar em duas coisas:
1) Abaixar suas expectativas com a adaptação ou
2) Cagar sua experiência. 

Boa sorte com a sua escolha.

Eu sou daquelas pessoas que pensa 28364974015 vezes antes de ir ao cinema em outro dia que não seja o da promoção (terça-feira no shopping que usualmente vou). Vamos combinar, pagar 26 pilas para ver um filme é muita coisa. Dá para comprar um blu-ray com esse valor! 

Espere um pouco porque preciso citar um fato em um grande parênteses:
(O filme está pra estrear oficialmente dia 16 de junho, mas alguns cinemas anteciparam a estreia devido ao dia dos namorados, o que foi bem sensato. Mas parece que decidiram isso bem em cima da hora, porque pouca gente sabia que o filme já estava nas telonas.)

Mas era o fim de semana do dia dos namorados!!! Aí decidi que queria ver o filme de qualquer jeito e arrastei o maridón pro cinema. Chegamos uma hora antes do filme e as filas estavam enormes. Pensei que fosse ter que voltar na terça, mas tinham cadeiras vagas na sessão e várias por sinal. Acho que foi o fato de estar passando X-Men, Warcraft e Truque de Mestre 2 que contribuiu para as enormes filas.

(Vou confessar que peguei um pedaço de papel higiênico no banheiro antes do filme começar e coloquei no bolso da calça e ele está lá inteiro agora, domingo de manhã, porque acabei de pensar que esqueci de jogar fora.)

Sai do cinema satisfeita, mas com a sensação de que faltou algo. E debatendo com o maridón, concluímos que faltou intensidade, em todos os relacionamentos da história.

Faltou intensidade na postura da família da Lou com ela, uma vez que no livro ela é muitooo mais subestimada do que no filme (nem menciona a história dos quartos dela e da irmã, só a mostra dormindo num cubículo).

Faltou intensidade no relacionamento do Will com a Lou, principalmente dele para com ela. Eu gostaria de ter me apaixonado mais pela ideia dos dois juntos.

Pipols, eu vi Um Amor Pra Recordar pelo menos 14 vezes e chorei em todas. Parei de contar a partira da 14a vez porque seria humilhante demais

E sabe aquele nó na garganta que dura grande parte do filme? Eu só senti em Como eu era antes de você uma vez e meia. Selecione a seguir se quiser saber os momentos #alertaspoilerdolivro: Na cena da praia, quando ele diz que realmente vai fazer aquilo (uma vez), e na hora que ele realmente faz (meia vez, porque foi muito pouco para o que poderia ter sido)

O filme foi 80% divertido, 15% triste e 5% angustiante e eu esperava que essas proporções fossem distribuídas de outra forma. 

Sabe o que eu realmente senti? Que o trailer foi mais emocionante que o filme, porque nele estão algumas coisas engraçadas no filme que pareceram dramáticas no trailer. Quando ouvi a música tema, Photograph do Ed Sheeran, meus olhos não encheram d'água. Tive a impressão de que ela não tocou no momento certo. 

Mas assistam! E me digam o que acharam. 
Apesar de tudo, eu gostei muito do filme e vou querê-lo na minha coleção de blu-ray!

Numa escala de 1 a 5, assim como o livro, dou nota 4 para o filme.

Ps: E é o Neville de Harry Potter mesmo! Vi no filme, mas maridón não acreditou. Googlei e olha ele lá! Quase irreconhecível! 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Não terminei e já considero pacas #2

Postado por Luciana Mara às 19:55:00 0 comentários Links para esta postagem
Uma das maiores alegrias de uma pessoa viciada que gosta de fazer compras pela internet é ler: "Saiu para entrega ao destinatário".
Consequentemente, fazer o rastreio do pacote e encontrar um "Destinatário ausente" é uma estocada com uma faca de obsidiana no meio do peito.

E quando li esta última mensagem no site dos Correios, eu quase montei uma barraca na porta de casa e fiquei espreitando o carteiro, porque...

...pessoas lindas do meu coração...

...era o lançamento da Colleen DIVA Hoover!

Enfim, não foi necessário armar uma barraca, já que tudo deu certo hoje. E eis aqui minha mais nova aposta que não terminei na verdade, nem comecei e já considero pacas: Talvez um dia.


Aí você, que está lendo esse post agora e não está por dentro dos lançamento está se perguntando: "Luciana, sobre o que fala esse livro que você está tão empolgada pra ler?"
Minha resposta é: "Não faço ideia. Vou descobrir com você. Tá aí a sinopse".

Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex- melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento... Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora (Sinopse retirada do Skoob)

Já li Métrica, Pausa, O Lado Feio do Amor e Um Caso Perdido da autora e amei todos! A autora tem uma forma poética de escrever. Envolve música, poesia com o romance e uma pitadinha de drama.

New Adult é um gênero que estou apaixonada, conforme já falei AQUI. Então, não importa o que a Colleen lançar, eu vou comprar e ler. Ela pode escrever livro de receita ou bula de remédio que eles estarão na minha lista de futuras leituras. 

Sabe aquele tipo de autor que até o livro ruim, é bom? Então, ela é uma dessas autoras. 

Estou com Sem Esperança, que conta a mesma história de Um Caso Perdido só que escrito em outro POV, na estante. Assim que eu esquecer os detalhes da história ou um leve resquício de ressaca literária que me atormentou por dois anos surgir, irei atacá-lo. 

Adivinhem que vou ficar madrugada a dentro devorando esse livro? Quem? o/

Update:
Li o livro em menos de um dia. Já indiquei para as amigas, família, cachorro, periquito e papagaio. Já até dei de presente. 
É maravilhoso!!! Favorito e tudo.
É delicado, romântico, não é clichê. É daqueles que quando você lê, fica com nó na garganta e borboletas no estômago.
A única coisa que digo é: me avise quando chegar na página 55. Me conte se você também não se surpreendeu. 
SUPER RECOMENDADO!!!
Colleen Hoover! Quero ser sua amiga! Oh mulher que escreve bem. 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

5 motivos para assistir How I Met Your Mother

Postado por Luciana Mara às 20:00:00 0 comentários Links para esta postagem
Eu e maridón sempre gostamos de eleger a série da vez, aquela que vemos um episódio por noite, no estilo maratona. Já teve a vez de Lost (acreditem se quiser, vimos duas vezes), a vez de Grey's Anatomy*, a vez de Arquivo X (que não foi totalmente bem sucedido, já que paramos na 3ª temporada), o momento de Breaking Bad, a vez de The Walking Dead* e agora é a vez de How I Met Your Mother.  

Ted, Robin, Barney, Lily e Marshall
Estava de bobeira, zapeando no Netflix (Eu tenho um sério problema. Penso "tenho X minutos até começar o programa que quero ver na TV, então vou assistir algo do Netflix". Fico um tempão olhando todos os títulos e acabo percebendo que faltam 5 minutos para o programa que eu queria ver começar. Acabo tirando do Netflix e não vendo nada ¬¬) e HIMYM apareceu como sugestão. Resolvi assistir o piloto (assim como fiz com Pretty Little Liars e Reign, que não foram pra frente). Assisti mais um, mais um, mais um. Léo sentou e assistiu um aleatório comigo. Aí vi mais alguns e no 8º ele sentou pra ver de vez. Já era. Estávamos fisgados. E foi assim a história de quando encontramos e concluímos que How I Met Your Mother era A Série da Vez. Daí ele voltou e reviu todos, na ordem certa até me alcançar, assim como fizemos com Grey's

Em HIMYM, Ted nos conta como ele conheceu a mãe dos filhos dele. A série é ele narrando coisas que aconteceram a partir de 2005 (quando ele tinha 27 anos) até a data atual (que eu ainda não sei quando é, sei que ele já tem filhos adolescentes), junto da jornalista Robin, do não faço ideia do que ele faz da vida, mas é o mulherengo Barney, da professora infantil Lily e do noivo, o estudante de direito, Marshall, melhor amigo e que divide o apartamento com Ted, o arquiteto fofo. Eles contam das bebedeiras, dos términos, dos encontros, das primeiras vezes numa dinâmica super legal, com vai e voltas no tempo.

A série é muito mais que isso, mas é gostoso descobrir como os personagens se relacionam e como evoluem a cada episódio. Então, me sinto na obrigação de informar...

5 motivos para assistir How I Met Your Mother

1- Episódios curtos
Cada episódio tem cerca de 22 minutos. Passa num piscar de olhos, mas apesar de ser rapidinho, todos têm muita história aí fico me perguntando como aguento séries de 40 minutos que ficam me enrolando, tipo Grey's na temporada atual. Mal, mal dá tempo de fazer um lanche se bem que a gente come e não consegue assistir só um episódio. Vão 2, 3 fáceis numa sentada. Então dá tempo até de se deliciar num café colonial completo no Sul.

2- Lembra Friends:
Se você assim como eu AMA Friends, a chance de curtir HIMYM é muito grande, só que ao invés deles se reunirem num café, se encontram num bar (e dão até um cutucadinha em Friends em um episódio falando que os encontros nos bares são muito mais produtivos).

3- Personagens carismáticos e identificação com as situações:
Eu até agora não consegui desgostar de nenhum dos personagens principais e me vejo em situações como as que eles passaram. Acho que o fato deles estarem saindo dos 20 e entrando na casa dos 30 (SOCORRO!!!) faz rolar uma identificação.
Mas tenho que destacar que o personagem que mais me faz rir (sério, rio de gargalhar com essa série) é o legendary Barney (acho que ele seria equivalente ao Joey+Chandler em Friends. Chandler é meu personagem preferido desta série). Ele é muito louco e tem histórias mais doidas ainda. 

4- Seriado finalizado:
Quer coisa melhor que se apaixonar por uma série que já acabou? Não existe preocupação se ela vai ser renovada com final digno! São 9 temporadas, 208 episódios de pura maravilha. A notícia ruim é que não existe DVD dela no Brasil (triste pra mim, que gosto de colecionar as favoritas).  

5- Você não vai entender metade das piadas que eu e o Léo fizermos
Quando a gente acha A Série, a gente fica chato. Se você não assistir, não vai entender que existem coisas que a Lu e o Léo de hoje deixam pra Lu e pro Léo de amanhã resolverem, não vai entender que uma panturrilha pode ser sexy...

E aí? Quem já viu concorda comigo? E sem spoiler ou levo um ratorata** para a sua casa!
---
*: fizemos maratonas até estarmos com as séries em dia.
**: está vendo? Precisa assistir para entender o que eu estou falando.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

#128: O Chá do Amor (Jennifer Donnelly)

Postado por Luciana Mara às 15:30:00 0 comentários Links para esta postagem


A história de O Chá do Amor começa em 1888, no subúrbio de Londres. Fiona Finnegan e seu vizinho/namorado de infância Joe Bristow são dois jovens ambiciosos. De origem humilde, ambos são esforçados e trabalham duro para ajudar a sustentar suas famílias. Eles se amam muito e economizam o quanto podem para realizar um grande sonho antes do casamento: abrir a própria loja.

Tudo ia de acordo com o planejado até que as tragédias começam a acontecer. E é tiro, porrada, bomba, assassinatos, torturas e muita gritaria na pracinha. 
-----
Inicialmente, tenho duas notícias ruins para dar:
1) Este é o primeiro livro de uma trilogia. Só ele foi lançado no Brasil. 
2) Este livro é muito, muito difícil de encontrar. Custa um rim ou não tem para vender. Por milagre da Nossa Senhora dos Bons Livros Pechinchados, consegui por 1 crédito no Skoob. Já recebi até oferta de troca/venda, mas isso não vai rolar porque...

...veja esse vídeo AQUI...

É um livro FAVORITO! 

Meldels! Que história! Sabe aquele livro que você para de ler para ir ao supermercado e fica pensando no próximo capítulo? Toma banho e não vê a hora de voltar pra saber o que mais acontece? Então, é esse.

Venho de uma onda ótima de livros, depois da minha ressaca de dois anos (NA são meus Engov literários). Porém, todas essas últimas leituras eram "rápidas". Amor à primeira vista, um ou outro draminha e fim. Só que O Chá de amor é super diferente, bem mais profundo, a autora desconstrói a história para arrumá-la aos poucos. Ela insere elementos históricos e personagens daquela época, indo de Jack, o Estripador (matador de prostitutas) até Van Gogh (um personagem janta com ele!). 

De início, achei a história parada. Erroneamente, interpretei o ""muito divertido" pelo Washington Post" escrito na contracapa como algo engraçado. A história é tudo, mas não é engraçada. Aceito o "muito divertido" se significar que é uma boa fonte de entretenimento. Gente, a Fiona vira o mosquito do cocô do cavalo do bandido! Como isso pode ser divertido?

Eu me apaixonei, me desapaixonei, apaixonei por outra pessoa, me reapaixonei. Sofri, me espantei, tive nojo e por fim, surtei. E como surtei no histórico do skoob (mas não recomendo que você leia o que escrevi lá se planeja ler este livro. Recomendo que tenham seus próprios surtos). 

O livro tem 584 páginas e ainda terminei com gostinho de quero mais (por isso é uma trilogia, aff...). Mas tudo termina redondinho, só queria mais porque não gostaria de abandonar esses personagens queridos.

Tem clichê? Tem, mas não me incomodaram. Algumas coisas dão pra sacar, outras são surpresas incríveis. E por mais que só citem Fiona (custei para conseguir imaginar uma pessoa e não uma ogra verde) e Joe como personagens principais, a autora soube criar muitos coadjuvantes interessantes. Gosto do Charlie, Will, Nick... ao mesmo tempo que odeio do fundo do meu coração tantos outros. Se eu pudesse, eu mesmo estripava alguns. A história é escrita em terceira pessoa, então você tem informações que outros personagens desconhecem, são desencontros inacreditáveis. 

O livro é mais do que eu imaginava. É mais que um romance. É um incentivo à não desistir dos sonhos e a acreditar no amor. 
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